Flash Acessivel?
Essa semana a Revista Webdesign postou em seu site a pergunta:
Minha resposta foi:
Nos meus projetos, em sua maioria sites institucionais, costumo usar o Flash apenas em pequenas animações, questões sem conteúdo, estritamente estético.
Acredito que campanhas com o público alvo bem definido e que vão ficar poucos meses no ar são os projetos mais indicados para o uso desta tecnologia.
Ele é bastante rico e agora há quem consiga tirar métricas do mesmo.
Sua principal vantagem é o atrativo visual, como desvantagem podemos citar a inacessibilidade e o tempo de carregamento apesar da banda larga estar crescendo no Brasil, a realidade ainda é dura!
Mas como não sou “praticante” desta tecnologia e talvez por isso leio pouco sobre, fiquei na dúvida e pedi ajuda na lista de discussão sobre acessibilidade a qual participo.
O que alguns responderam foram sobre a aplicação de SEO e até uma certa usabilidade, mas a resposta que me esclareceu bastante foi a do MAQ:
TOTALMENTE acessÃvel não é possÃvel. Dizem que muitas coisas podem ficar acessÃveis com o flash, mas ninguém nunca me mostrou um endereço com o tal flash acessÃvel. Um flash que possa aumentar e diminuir a fonte, que possa se adaptar a qualquer resolução, texto e links acessÃveis, que não demore um ano e meio para ser carregado, que tudo que está nele possa ser inteligÃvel como informação para cegos e para outras deficiências, como por exemplo, poder ser marcado o texto no flash e ser capaz de deixar um software de interpretação de LIBRAS traduzir o conteúdo, quando é algo visÃvel ter alguma descrição de imagem boa, e quando não tem nada de imagens bonitas, porque o flash e não uma pintura em CSS? Enfim… algumas dessas caracterÃsticas já existem no Flash, mas não em conjunto.
Dizem que o Flash é acessÃvel desde o Flash 6.0 MI. Bem, eu era garotinho quando ele era novidade. Foi para satisfazer a Section 508 americana, mas até hoje….
E sabe o que significou a acessibilidade do Flash 6.0? ?Significou que os leitores de tela simplesmente capotavam quando passavam por um flash, simplesmente travava o teclado e tÃnhamos de reiniciar a máquina dando um reset. Já pensou? Aà a acessibilidade passou a que, nos textos, ele lia até 258 caracteres! (risos).
Bem, tem mais gente entendida de flash do que eu nessa lista, inclusive porque eu não tenho tentado mais saber sobre o assunto. Erro meu, falta de tempo.
Entretanto, se alguém encontrar algum texto falando sobre o assunto, por gentileza, envia alguma página em flash que comprove a teoria. Eu só entendo assim… e confesso… que cara chato que eu sou, não sei como vocês aguentam! (risos).
Abraços acessÃveis do MAQ.
O MAQ é uma grande referência para mim, eu gosto muito de trabalhar com acessibilidade apesar de não ter muita oportunidade, etc. Tive o prazer de conhece-lo no curso sobre acessibilidade que fiz com ele, Horácio Soares e a Lêda (todos da Acesso Digital), só feras diga-se de passagem!
Para quem não sabe o MAQ (Marco Antonio) é deficiente visual, mantém um site chamado “Bengala Legal” e manda muito bem no xHTML!!!
Bem gente, para aqueles que acham que um projeto web deve ser apenas lindo e cheio de efeitos, acho que a resposta do MAQ é um bom tapa de luva.
Sobre a reportagem da Revista Webdesign (edição 68) acho que esqueceram de entrevistar quem mais entende de acessibilidade, quem pode dar o testemunho melhor do que qualquer robô, quem realmente precisa navegar em projetos acessÃveis.
Como diz o MAQ…
Abraços acessÃveis!

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